Nossos visitantes

Agradecemos a todos os que nos dão a alegria de sua visita, ajudando-nos na divulgação da esclarecedora e consoladora mensagem espírita. Rogamos a Deus que a todos ilumine e proteja, com nossos votos de paz e saúde, amor e harmonia, onde quer que estejam...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Onde começa o mundo espiritual?

1 a 5 - Estrutura física do planeta (até a borda marrom)
6 a 8 - Umbral
9 - Artes, cultura e ciência
10 - Amor fraterno universal
11 - Diretrizes do planeta
12 - Abóbada estelar
O desenho acima, elaborado por Heigorina Cunha, mostra as camadas materiais relacionadas ao nosso planeta, desde o núcleo em suas profundezas até a crosta (borda marrom). A partir da crosta temos três faixas representando zonas de sofrimento no mundo espiritual, designadas por "Umbral". São elas respectivamente:
- Primeira esfera: comporta as regiões purgatoriais mais dolorosas e de cujas organizações comunitárias, conquanto estejam tão próximas, tem-se poucas notícias sobre elas.
- Segunda esfera: abriga o umbral mais ameno, onde os Espíritos do Bem localizam, com mais amplitude, sua assistência, e onde estão situadas as "moradias". Cada desenho semi-retangular assinalado nessa região representa uma "moradia".
-Terceira esfera: a rigor, ainda faz parte do umbral pois, sendo de transição, abriga espíritos ainda necessitados de reencarnação. É aí que se localiza a colônia "Nosso Lar", representada por uma estrela. A  partir da quarta faixa, estão as zonas espirituais mais elevadas.
Segundo nos ensina Allan Kardec, nas perguntas 84 a 87 em "O Livro dos Espíritos", o mundo espiritual é o mundo habitado pelos espíritos, também denominado "mundo normal primitivo", isto é, aquele que surgiu primeiro. O mundo espiritual sempre existiu e continuará existindo mesmo que o mundo material deixe de existir. Mas o que nos intriga realmente é: onde está esse mundo espiritual? onde é que ele efetivamente começa?
Para compreendermos melhor essa questão é preciso voltar um pouco no tempo... Durante mais de 1500 anos, nossos pensamentos e até mesmo nossa relação com o Criador, bem como nosso destino aqui na Terra e depois da morte, eram determinados, impostos mesmo, pela Igreja. Sobretudo após a morte, nosso destino estava determinado ao inferno, localizado "em baixo" (de onde?!?!?) e o céu ficava "em cima"(de que?!?!?). Ora, como isso é possível se a Terra é uma esfera? E ainda tinha o purgatório, de onde as almas só poderiam ser resgatadas se alguém intercedesse por elas; caso contrário, ali ficariam indefinidamente... É por esses motivos, e outros mais, que ainda encontramos tanta dificuldade em compreender os ensinamentos dos Espíritos Superiores sobre a vida espiritual, sobre a existência dos espíritos (que somos nós mesmos, porém sem o corpo material) e a maneira como esses dois mundos, o material e o espiritual se relacionam.
Assim como na estrutura física do nosso planeta as camadas subterrâneas se interpenetram, sem que haja uma linha divisória definitiva entre uma camada e outra, o mesmo se dá em relação ao mundo espiritual, com a diferença de que elas se definem pelo nível de evolução dos espíritos que as habitam.  Isso significa que as zonas espirituais mais próximas da Terra são aquelas habitadas por espíritos ainda imperfeitos, portanto ainda sujeitos ao erro e ao sofrimento, e as zonas espirituais mais distantes são habitadas pelos espíritos mais evoluídos.
É na pergunta de número 87 que encontramos a resposta: os espíritos desencarnados estão entre nós. Ou seja, o mundo espiritual começa aqui mesmo onde estamos!!! Somos igualmente espíritos, porém no momento encarnados! Se os espíritos podem nos visitar, nos acompanhar, isso significa que o mundo espiritual está em toda parte!
Aplicando essa verdade para o nosso mundo íntimo, lembremo-nos das palavras de Jesus: "O Reino de Deus está dentro de vós!" Ou seja, o mundo espiritual começa efetivamente em nós mesmos! E para que possamos alcançar os níveis superiores, o roteiro nos foi dado por Ele mesmo: fazer aos  outros todo o bem que gostaríamos que os outros nos fizessem!

(Tema apresentado na reunião pública de 13 de setembro de 2010)

domingo, 5 de setembro de 2010

A origem dos mapas da colônia espiritual “Nosso Lar”

Heigorina Cunha, natural de Sacramento-MG
Heigorina Cunha, natural de Sacramento-MG, atualmente com 87 anos, é um ícone no movimento espírita daquela região, não apenas por ser sobrinha do médium e educador Eurípedes Barsanulfo (1880-1938), mas igualmente por sua extrema bondade, meiguice e dedicação aos necessitados. Foi através de sua mediunidade que os Espíritos Superiores permitiram uma visualização da colônia espiritual Nosso Lar, descrita pelo Espírito André Luiz no livro de mesmo nome. Sobre isso, ela diz:
- “Foi no dia 2 de março de 1979, quando vivi a mais fascinante experiência de minha vida. Vi-me saindo do corpo, conduzida por um Espírito que não pude identificar, seguindo para uma cidade espiritual que depois soube tratar-se da cidade Nosso Lar (...) Via a cidade com alguns detalhes, guardando, ao despertar, toda a recordação da experiência daquela noite maravilhosa que se interrompeu, em pleno amanhecer, quando o Espírito que me acompanhava convidou-me a regressar à Terra. Não podia perder a visão de tão belo acontecimento e, assim, resolvi desenhar, retratando o que me foi possível conhecer naquela rápida visita.”
"Nosso Lar" está localizada nas periferias do umbral
Primeira esfera (tom cinza): umbral grosso
Segunda esfera: umbral médio
Terceira esfera: periferia do umbral (aí está a colônia,
representada por uma estrela)


Ela sempre deixou claro que não era desenhista, portanto, os desenhos não poderiam ter nenhuma pretensão técnica nem bastariam para refletir inteiramente a beleza das formas, gravadas no papel. Apesar dessas limitações, ela fez o desenho e guardou-o sem revelar nada a ninguém. Três anos depois a experiência se repetiu com mais nitidez, e ela pode ver além do que havia visto na primeira vez, enquanto volitava sobre a cidade, embevecida com os detalhes da paisagem. Dessa segunda viagem, saiu o segundo desenho ou planta baixa da cidade e que corresponde ao plano piloto (imagem a seguir):
   - “Embora a foma seja a verdadeira, a cidade não se circunscreve ao número de casas e de quadras indicadas no desenho apenas para efeito ilustrativo, uma vez que se trata de uma cidade com vastas dimensões, que abriga cerca de um milhão de habitantes.”
Plano piloto da colônia espiritual Nosso Lar
Destaque do plano piloto mostrando os ministérios e demais construções
   Entusiasmada com o segundo desenho ela o mostrou a algumas pessoas mais íntimas e de sua confiança. Uma delas era seu primo e ele levou a notícia a Chico Xavier, em Uberaba, que se interessou e pediu que ela lhe levasse os desenhos. Qual não foi sua surpresa quando ele confirma que se tratava realmente de “Nosso Lar”, correspondendo-lhe exatamente à forma. Estimulada e auxiliada pelo carinho de Chico Xavier, ela organizou os detalhes e explicações dos desenhos, publicando-os no livro “Cidade no além”, de sua autoria.  

(Livro: Cidade no além – Heigorina Cunha – Editora IDE)

Qual a contribuição que a exibição do filme “Nosso Lar” poderá nos proporcionar?

Dr. Carlos Chagas (1879-1934)
  O livro “Nosso Lar”, de autoria do Espírito André Luiz, foi psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em outubro de 1943 e publicado em 1944 pela Federação Espírita Brasileira. Somente após a desencarnação de Chico Xavier, em 2002, é que foi revelada a identidade desse Espírito: tratava-se do médico sanitarista Dr. Carlos Chagas (1879-1934). Nesse livro, apesar do sofrimento pelo qual passou após sua desencarnação, diante de uma realidade que ele nunca havia cogitado existir, ele descreve sua experiência nessa colônia no plano espiritual. Não consta que, em vida, ele tenha sido adepto de alguma religião ou que conhecesse o Espiritismo.
   “Nosso Lar” é o mais vendido de todos os livros psicografados por Chico Xavier; já foi traduzido para vários idiomas, inclusive o russo, e mais de oito milhões de exemplares já foram vendidos. Muitas pessoas o leram e o lêem como se fosse uma leitura de lazer, de distração. No entanto, é uma obra rica de informações a respeito da vida após a morte, merecendo estudos atenciosos em torno dos vários temas ali abordados, tais como: a situação dos Espíritos conforme suas ações aqui na Terra, casos ilustrativos sobre a lei de causa e efeito, a reencarnação, vida em família, sexualidade, profissão, conquistas, a mensagem consoladora de Jesus, os ensinamentos espíritas.
   Pode parecer que as informações contidas nesse livro sejam novidades exclusivas somente para nossa época. No entanto, a realidade do mundo espiritual é tão patente quanto a própria existência do universo. Somente agora, mais particularmente a partir do século 19, é que a humanidade atingiu maior amadurecimento moral e intelectual, estando assim, preparada para receber novos conhecimentos e informações sobre a vida. Junte-se a esse fato, o desenvolvimento da tecnologia, permitindo abordagens diferenciadas para velhas questões que afligem o ser humano! Sendo assim, perguntemos então o que faremos com todas essas informações que nos tem chegado, mostrando que a vida não termina no túmulo, que não existe um céu para eleitos e nem um inferno para condenados, que o purgatório é aqui mesmo, na Terra, onde expurgamos nossas imperfeições e, ao mesmo tempo, desenvolvemos nossas potencialidades!
   Que saibamos aproveitar as oportunidades que a misericórdia divina nos tem concedido, de modo que a certeza da existência do mundo espiritual possa fortalecer nossa fé, ajudando-nos a confiar cada vez mais nos ensinamentos de Jesus, pela visão que o Espiritismo nos proporciona, tornando-nos pessoas melhores, valorizando a vida e praticando o bem sem distinção!



 (Tema apresentado na reunião pública do dia 23 de agosto de 2010)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O que fazer quando desanimamos diante dos obstáculos que encontramos na vida?

Ruínas de Cafarnaum, situada ao norte do Lago de Genesaré
  Conta o Evangelho de Mateus (5:1-11) que Pedro, após passar uma noite toda pescando no Lago de Genesaré, não conseguiu nenhum pescado. Voltou então a Cafarnaum, cidade onde morava, situada às margens do Lago. Estava desolado. A falta de pescado era prejuízo certo. Ele era um pescador experiente e não entendia porque tudo havia dado errado para ele daquela vez.
   Na manhã seguinte, lá estava ele arrumando as redes, pensativo da vida, quando aparece Jesus. Após conversar com a multidão que O seguia, Jesus se dirige a Pedro e lhe diz que volte a pescar. Pedro estava tão desanimado, que duvidou! Porém, mediante a doçura com que Jesus lhe faz aquela sugestão, ele retorna ao Lago, joga as redes novamente nas águas e então, que surpresa! As redes se encheram tanto que quase se rompiam! Ao retornar à praia, sentindo-se envergonhado, pede a Jesus que se afaste pois ele, Pedro, era um homem pecador, isto é, havia duvidado de que somente Jesus poderia tornar as circunstâncias favoráveis aos seus propósitos.
   Em nossa vida também enfrentamos momentos como esses. Tomamos todas as providências, planejamos, mobilizamos os recursos possíveis e, no entanto, tudo sai errado. Repassamos atitudes e analisamos os fatos, porém, raramente nos lembramos de que faltou algo: associarmo-nos a Jesus em nossas atividades, isto é, pautar nossas ações tendo como base a Sua orientação, a Sua diretriz.
   Diariamente jogamos nossas redes de interesses no “mar alto” da vida. Colheremos pouco ou quase nada quando nossos propósitos estiverem distantes da Vontade Divina. Após muitos fracassos e desânimos, aprenderemos que, somente trabalhando em parceria com Jesus, isto é, atentos aos Seus ensinamentos e procurando agir com base neles, é que poderemos sair vitoriosos dos obstáculos enfrentados; compreenderemos enfim que, embora ainda duvidemos das orientações do Mestre, somente Ele conhece e pode mobilizar todos os recursos necessários de modo a tornar as circunstâncias favoráveis aos nossos objetivos e necessidades!





 (Tema apresentado na reunião pública do dia 19 de julho de 2010)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Aprendendo a pedir o que realmente necessitamos!

Jericó, a cidade das palmeiras

   Se Jesus nos perguntasse: “Que queres que eu te faça?”, o que pediríamos a Ele? Essa foi a pergunta feita por Jesus ao cego Bartimeu (Lucas, 18:35-43), que vivia nas vizinhanças de Jericó, cidade situada à leste de Jerusalém, no deserto da Judéia. Embora cego, ele vivia sempre atento, esperando que surgisse uma oportunidade para se aproximar de Jesus. Quando ouviu rumores vindos da estrada, procurou se certificar do que se tratava. Ao saber que era Jesus que se aproximava, e como não havia quem o conduzisse, não teve dúvidas, gritou: - “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!”. A multidão egoísta, como se quisesse Jesus somente para si, avançou sobre o cego para que ele se calasse. Mas ele não se intimidou; gritou de novo, mais forte ainda, e Jesus, então, parando a caminhada, pede que levem o cego até Ele e lhe faz a pergunta, curta e objetiva: - “Que queres que eu te faça?”. Bartimeu pede apenas aquilo que mais precisava: - “Que eu veja, Senhor!”. E Jesus lhe diz: - “A tua fé te salvou!”, isto é, por sua determinação e confiança, ele tornou-se merecedor e recuperou a visão.
   Bartimeu nos ensina que não devemos nos abater por nossas próprias limitações; mantendo-se atento, vigilante, confiante, esperou que as circunstâncias lhe fossem favoráveis; não deixou passar a oportunidade de se aproximar de Jesus, pois sabia que somente Ele poderia ajudá-lo; não se fez de vítima diante do Mestre; não culpou ninguém por sua situação; não se acomodou esperando que outros o auxiliassem; não pediu nada além daquilo que lhe era fundamental: a visão.
   Em nossas dificuldades e limitações, muitas vezes não conseguimos visualizar o que realmente nos é necessário a fim de encontrarmos a solução para os problemas que nos afligem. Nesses momentos, o que é então que devemos pedir a Jesus? Que Ele que nos conceda compreensão, entendimento, discernimento, sabedoria. São essas virtudes que realmente nos são fundamentais, para que possamos, por nós mesmos, confiantes na Bondade Divina, solucionar nossas dificuldades!

 (Tema apresentado na reunião pública do dia 28 de junho de 2010)