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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Renovemos o pensamento e tudo se modificará conosco

Basta a aproximação do final de um ano para que retorne o velho refrão: "ano novo, vida nova".
No entanto, entre as amarguras e desencantos que tentamos esquecer e as esperanças que sonhamos alcançar, há uma realidade que não podemos negar: entra ano, sai ano, continuamos sendo os mesmos, com as mesmas tendências e hábitos (positivos ou negativos), envolvidos pelos mesmos pensamentos, ideias e ideais.
Tentando modificar nosso cenário pessoal, buscamos a renovação através de realizações de ordem material que, para nossa surpresa, satisfazem somente durante algum tempo. Renovamos a aparência física, a casa onde moramos, o grupo de amizades, as atividades profissionais, os programas de estudos, etc. Mas, logo constatamos que essas conquistas, se nos auxiliaram por um período de tempo, nem sempre são suficientes para alcançarmos a paz e o equilíbrio interior.
Oportuno lembrar, diante de tais momentos, uma advertência de Jesus: "O Reino de Deus não vem com aparências exteriores". Isso significa que não se obtém a paz interior com atitudes exclusivamente materiais.
Surge então uma dificuldade: como alcançar essa paz interior? Qual o meio para essa renovação espiritual que nos conduzirá ao equilíbrio tão sonhado?
Sem dúvida, estamos ainda muito distantes da vitória espiritual sobre nós mesmos.
A frase que serve de título a esse tema foi extraída do livro "Nos domínios da mediiunidade", escrito pelo Espírito André Luiz pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Nessa obra, o assistente Áulus fornece esclarecimentos oportunos sobre a questão do pensamento em  nossa vida: "Possuímos uma vida mental quase sempre parasitária, de vez que ocultamos a onda de pensamento que nos é própria, para refletir e agir com os preconceitos consagrados ou com a pragmática dos costumes preestabelecidos, que são cristalizações mentais no tempo, ou com as modas do dia e as opiniões dos afeiçoados que constituem fácil acomodação com o menor esforço. Basta, no entanto, nos afeiçoemos aos exercicíos da meditação, ao estudo edificante e ao hábito de discernir para compreendermos onde se nos situa a faixa de pensamento, identificando as correntes espirituais que passamos a assimiliar."
Recordemos igualmente o ensinamento de Jesus em relação à prática da oração e da vigilância, não somente em relação às nossas ações, mas igualmente e, sobretudo, em relação aos nossos pensamentos.
Se desejamos uma vida melhor, busquemos melhorar os nossos pensamentos dentro dos padrões do Evangelho. Para isso não precisamos esperar que mude o ano, a semana ou o dia. Podemos começar agora mesmo! Aí sim, um novo ser surgirá em nós!
Nosso vídeo mais recente apresenta uma mensagem do Espírito Emmanuel, pela psicografia do médium Francisco C. Xavier relacionada ao tema abordado.


(Tema apresentado na reunião pública de 27 de dezembro de 2010)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Por que um sentimento de tristeza, às vezes, nos invade no Natal?

(Trecho extraído do livro: A vida escreve - médium Francisco Cândido Xavier)
É comum, na época das comemorações do Natal, nos envolvermos por sentimentos de tristeza, cujas causas nem sempre conseguimos identificar.
O motivo para esses sentimentos de melancolia pode estar relacionado a fatos ocorridos na atual existência, tais como: a morte de entes queridos, nesse período do ano; a saudade de amigos e/ou familiares já desencarnados; recordações da infância e/ou juventude, sejam elas agradáveis ou não; a ocorrência de acidentes ou problemas de saúde, envolvendo nossos afetos ou até nós mesmos, obrigando-nos a permanecer hospitalizados; as dificuldades de ordem financeira; o desemprego; conflitos de ordem familiar ou afetiva. Mesmo sendo justos e  por terem nos causado forte impressão, fixamos nossos pensamentos nessas experiências, o que nos leva ao abatimento e a tristeza.
Se a causa não estiver relacionada a fatos ocorridos nessa existência, pode ser que elas estejam relacionadas à experiências vividas em outras reencarnações e que nos abalaram espiritualmente. Mas, como não guardamos a recordação do que fizemos, é aconselhável não insistirmos em descobrir essas causas, pois corremos o risco de nos fixarmos em ideias sugeridas por espíritos brincalhões.
Mas, há um outro motivo que não temos coragem de admitir...
Certamente já tivemos contato com a mensagem de Jesus em várias ocasiões, não apenas na atual existência mas também em existências anteriores e, infelizmente, até hoje ainda não nos decidimos a abraçá-la integralmente... Já se passaram mais de dois mil anos e, até agora, não atingimos o ideal de vida que Jesus nos trouxe, ideal esse baseado integralmente no amor a Deus e ao próximo. É esse ideal ainda não realizado que nos faz sentir esse vazio na alma... Sentimos que está sempre faltando alguma coisa, mas não conseguimos identificar o que é... E, na tentativa insana de preencher esse vazio, buscamos, nos prazeres de ordem material, suprir nossa necessidade espiritual... É dessa forma que o nascimento de Jesus vem sendo comemorado, numa busca frenética por comidas, bebidas e presentes; num corre-corre desenfreado, perdemos tempo, dinheiro, saúde e, o que é pior, alguns perdem até a própria vida...
O dia 25 de dezembro foi reservado para se comemorar o nascimento de Jesus. Mas Ele, como aniversariante, tem sido pouco lembrado... O ícone do Natal passou a ser o papai noel...
Apesar da tristeza que venhamos a sentir nessas ocasiões, não podemos e nem devemos esquecer que a vinda de Jesus ao nosso planeta representa uma mensagem de alegria e de esperança para a humanidade sofredora, convidando a todos para uma renovação integral da vida! Ele esteve entre nós. Isso não seria um grande motivo para nos alegrarmos e fortalecermos nossas esperanças num futuro melhor, integrados em seus ensinamentos e cooperando com Ele na implantação da fraternidade entre todos?!?! 

(Tema apresentado na reunião pública do dia 13 de dezembro de 2010)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Coragem de ser útil: o exemplo de Chico Xavier

Ainda trazemos em nós o conceito de que para "fazer caridade" é preciso ter dinheiro e/ou bens materiais e, com isso, muitas pessoas se sentem desencorajadas ou até mesmo envergonhadas por nada terem ou por terem muito pouco, segundo pensam, para dar a alguém. Há aqui um grande equívoco. Dar bens materiais a alguém é beneficência, já que alguém será beneficiado com aquilo que receber. Já a caridade, tão salientada por Jesus, significa amor em ação. Podemos dar algo a alguém sem nenhuma caridade no gesto praticado. Assim como podemos doar algo de nós mesmos a alguém sem termos nada de material para oferecer. Portanto, nosso desafio maior está em aprendermos a exercer a caridade, conforme nos ensinou Jesus.
Talvez por uma questão cultural, ou até mesmo por uma formação religiosa mal conduzida, quando não temos nada de material para dar a alguém que necessita mais do que nós mesmos, sentimo-nos constrangidos e deixamos passar a oportunidade de fazer algo por esse alguém. Recordando as palavras da nobreza espiritual de Madre Tereza de Calcutá: "Não importa o que você faz e nem quanto você faz; o que importa é quanto de amor você coloca naquilo que faz."
Francisco Cândido Xavier, que conheceu de perto a pobreza e a penúria, a dor física e moral, nos deixou vários exemplos de doação de si mesmo quando não tinha sequer um pedaço de pão para oferecer a algum necessitado.
Seu rítmo de vida sempre foi intenso, dividindo-se ele entre o trabalho como escriturário na Fazenda Modelo, os cuidados com a família numerosa, as reuniões e atendimentos no Centro Espírita, a psicografia dos livros durante a madrugada. Mas tantas ocupações e responsabilidades não o impediam de buscar, pessoalmente, pelos mais necessitados.
Entre os muitos exemplos que ele nos deixou, fica difícil identificar em qual aspecto eles foram mais grandiosos: se no aspecto mediúnico ou no aspecto humano.
Para ilustrar o tema, relatamos o caso a seguir, extraído do livro "As vidas de Chico Xavier"  de autoria do jornalista Marcel Souto Maior.
"Quando ainda morava em Pedro Leopoldo, MG, todos os sábados, ele e alguns amigos visitavam famílias que moravam embaixo de uma ponte. Levavam roupas e alimentos e aproveitavam, nesses encontros, para comentar o Evangelho.
Mas houve um dia em que Chico não tinha nada para levar; sem nenhum donativo possível, só poderia levar água fluidificada. Ele sabia que aquelas famílias ficavam esperando pelo pão de toda semana e estava pensando em faltar do compromisso daquela vez. Porém, o Espírito Emmanuel, seu protetor, lhe apareceu e recomendou que ele fosse mesmo assim senão as pessoas ficariam muito frustradas.
Pensando no assunto, sem saber o que fazer, Chico viu surgir, acima da porta de seu quarto, uma frase resplandecente com as seguintes palavras: “Não vos deixarei órfãos...”. 
Encorajado, foi até a ponte com o grupo de amigos e, desconcertado, explicou para aquela gente sofrida que naquele dia só tinha água para oferecer. Os necessitados, tentando amenizar seu constrangimento, estenderam uma toalha sobre uma laje de cimento para colocar os copos e a água, preparando-se para as preces.
De repente, um senhor apareceu perguntando por Chico Xavier. Ele vinha de Belo Horizonte, a mando de um casal de amigos ricos que havia mandado donativos para o Chico. O caminhão com os mantimentos estava parado na estrada e ele queria saber onde poderia descarregar! Foi uma festa! Sobraram mantimentos até para uma favela vizinha!
Da mesma forma que Chico Xavier era considerado como ponto de referência na prática da legítima caridade, possamos nós também, num futuro não muito distante, nos transformarmos em servidores úteis na imensa seara de trabalho de Nosso Senhor Jesus! Podemos começar já, agora mesmo, rogando a Jesus nos conceda a coragem de sermos úteis, disputando somente o privilégio de servir!


Obs: As fotos são das décadas de 1960-1970 e estão disponíveis no endereço www.uai.com.br



(Tema apresentado na reunião pública de 13 de dezembro de 2010)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Devemos agradecer a Deus sempre... por tudo!

Podemos orar a Deus para louvá-Lo (o que raramente fazemos), para agradecer (o que geralmente esquecemos...) e para pedir (o que mais fazemos!).
Em relação às preces de agradecimento, geralmente nos lembramos de agradecer somente por aquilo de bom que nos tenha acontecido. Raramente fazemos uma prece a Deus para agradecer pelas dificuldades, pelas aflições ou pelos obstáculos que encontramos em nossa vida. Agradecemos quando recuperamos a saúde mas não quando ficamos doentes; agradecemos quando nossa situação financeira está razoavelmente equilibrada, mas não quando estamos em dificuldades materiais; agradecemos sempre pela vitória mas nunca pela derrota; agradecemos pelos familiares e amigos com os quais nos afinamos mas não por aqueles que nos causam preocupações e aborrecimentos. E por aí vai... a lista é grande!
Por que será que temos tal postura diante de Deus? Isso acontece porque ainda trazemos um vício mental, o qual carregamos pelos séculos: a de que as nossas dores e dificuldades são castigos de Deus. Ainda sentimos o Criador como um juiz e ainda consideramos o sofrimento como um castigo para nossos pecados. Quanto atraso espiritual e quantos sentimentos de culpa temos acrescentado em nossa vida devidos a essa maneira de pensar, a qual, de certa forma, nos tem sido imposta ao longo de centenas de anos!
Porém, com a Doutrina Espírita, que nos recorda e explica os ensinamentos de Jesus de uma forma racional, baseada no bom senso e na lógica, na justiça e na misericórdia divinas, estamos aprendendo a encarar os sofrimentos da vida de uma maneira bem diferente.
É na obra "Céu e Inferno", de Allan Kardec, que encontramos essa nova maneira de compreender a necessidade do sofrimento. Os Benfeitores Espirituais ensinam que as dificuldades da vida são lições das quais necessitamos para nos equilibrarmos diante da justiça divina, servindo igualmente para o desenvolvimento das potencialidades que ainda estão adormecidas em nós. Kardec esclarece que o Espiritismo nos oferece, para toda dor, uma causa justa e um objetivo útil. E acrescenta que, no atual estágio evolutivo em que nos encontramos, não conseguimos evoluir de outra forma; as dificuldades, os obstáculos, as dores, as aflições, representam oportunidades de regeneração mas também de aperfeiçoamento.
Encarando dessa forma, chegamos a conclusão de que devemos agradecer a Deus por tudo, pelas alegrias e pelas tristezas, pela saúde e pela doença, pelos sucessos e insucessos, pelos amigos e inimigos, pois sabemos agora que todas essas situações representam oportunidades de progresso espiritual. Isso nos leva a não perdermos a esperança, nem a fé e nem a confiança nos propósitos divinos a nosso respeito.
Depois da tempestade vem a bonança, diz o refrão... Depois de nossas lutas, sairemos delas mais experientes, mais fortalecidos e, sobretudo, mais compreensivos em relação ao sofrimento do nosso semelhante. Portanto, quando orarmos, não nos esqueçamos de agradecer igualmente pelas dificuldades e aflições da vida...
Maria Dolores, poetisa baiana, escreveu várias poesias através da mediunidade de Chico Xavier. Uma delas se chama "Prece de Louvor", mas um louvor diferente, publicada no livro "Coração e vida", a qual transcrevemos abaixo:

PRECE DE LOUVOR

No louvor que te ofertamos,
Pelas bençãos que nos dás,
Na forma de luz e paz,
Esperança, fé e amor,
Cantamos nós igualmente,
- Jesus, por todas as crises,
Das horas menos felizes,
Louvado sejas, Senhor!

Pelos instantes de angústia,
Que a tristeza nos descerra,
Quando encontramos na Terra,
Tribulações a transpor;
Pela ferida que sangra,
Quando a dor nos fere o peito,
Por qualquer sonho desfeito,
Louvado sejas, Senhor!

Pelas fadigas da luta
Que travamos dentro em nós,
Quando nos vemos a sós
Varando sombra e amargor;
Pelos calvários da vida,
Pela cruz com que nos levas,
Varando provas e trevas,
Louvado sejas, Senhor!

(Tema apresentado na reunião pública do dia 29 de novembro de 2010)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Espíritos protetores: qual a principal tarefa que têm junto a nós?

O Espiritismo é uma doutrina de aspecto fundamentalmente consolador. E um dos fatos que se enquadra nesse aspecto consiste na tarefa dos Espíritos Protetores em relação a nós.
Sobre esse tema, Allan Kardec nos esclarece, em sua obra "O Evangelho segundo o Espiritismo" (Cap. 28, item 11) que "Todos nós temos um Bom Espírito, ligado a nós desde o nascimento, que nos tomou sob a sua proteção. Cumpre junto de nós a missão de um pai junto ao filho: a de nos conduzir no caminho do bem e do progresso, através das provas da vida."
Esse Espírito é sempre de natureza superior e podemos chamá-lo de Anjo da Guarda ou Anjo Guardião. É ele o responsável, perante Deus, por nossa atual existência e, talvez, também, por nossas existências anteriores. O seu nome pouco importa mesmo porque, na atual existência, não guardamos a recordação de nossa ligação com nosso Anjo Guardião.
Além do nosso Anjo Guardião, temos também Espíritos Protetores que nos assistem. Embora sejam menos elevados, não deixam de ser bons e generosos. Geralmente são espíritos de parentes ou amigos, que continuam se interessando por nós, mesmo após terem regressado ao mundo espiritual. Podem também ser espíritos amigos de outras existências que ainda não reencarnaram e que continuam nos auxiliando.
Kardec também nos esclarece que, além do nosso anjo guardião e dos espíritos bondosos que nos assistem, temos igualmente espíritos simpáticos que se ligam a nós pela semelhança de gostos e tendências. Esses podem ser de natureza boa ou má. É assim que tanto podem nos auxiliar quanto nos prejudicar. Se forem bons, irão nos auxiliar nas atividades com as quais se identificam conosco; se forem de natureza má, tentarão nos seduzir com a intenção de nos afastar do caminho do bem, aproveitando-se de nossas fraquezas. Cabe a nós, mudando nossa maneira de ser, afastar esse tipo de influência em nossa vida.
Seja nosso anjo guardião ou os espíritos bondosos que nos assistem, eles não podem afastar de nós as provas pelas quais precisamos passar para nos equilibrarmos perante as leis de Deus, perante o próximo e perante nós mesmos. Eles não são nossas "babás" e não poderão alterar os desígnios divinos a nosso respeito. A tarefa deles consiste em nos incentivar a coragem e a resignação diante de nossas dificuldades. Vibram com nossas conquistas espirituais e se entristecem quando nos entregamos ao desânimo e à revolta.
Mas, a tarefa principal dos espíritos benfeitores junto a nós consiste em nos encaminhar ao conhecimento das leis divinas, aos ensinamentos de Jesus e à existência do mundo espiritual. Essa tarefa visa a eternidade e não apenas uma existência passageira no mundo material. Desejam, acima de tudo, mostrar, a todos, a felicidade que espera aqueles que conseguiram cumprir o seu dever, mesmo com sacrifícios; igualmente, desejam nos advertir sobre a tormenta moral daqueles que se desviaram de seus compromissos, acusados pela própria consciência.
Finalizando o tema, Kardec ainda nos orienta de que podemos orar ao nosso anjo guardião e aos espíritos bondosos que nos assistem para "solicitar a sua intervenção junto a Deus, pedir-lhes a força de que necessitamos para resistir às más sugestões, e a sua assistência, para enfrentarmos as necessidades da vida."
No livro "O Evangelho segundo o Espiritismo", Kardec nos apresenta três exemplos de como orar ao nosso anjo guardião e aos nossos espíritos protetores (capítulo 28, itens 12, 13 e 14). Você poderá ouví-las no vídeo abaixo:
video

(Tema apresentado na reunião pública do dia 22 de novembro de 2010)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O que os centros espíritas da atualidade devem oferecer aos frequentadores?

Há cem anos atrás, os primeiros agrupamentos espíritas no Brasil se restringiam a pequenos grupos familiares, cujo objetivo principal eram as manifestações dos espíritos e a prática mediúnica. Junte-se a isso as práticas trazidas pelos descendentes de índios e escravos e poderemos formar uma ideia desses primeiros grupos. O ponto que menos importava era o estudo doutrinário, mesmo porque, muitos dos integrantes não sabiam ler e escrever, além da falta de livros. Estes eram raros e caros.Facilmente podemos imaginar quantos erros foram cometidos justamente por falta de conhecimento das leis que regem o intercâmbio com o mundo espiritual bem como da natureza dos espíritos que se comunicavam.
Com o passar do tempo, muitos desses grupos foram crescendo, tanto em número de frequentadores quanto em número de atividades. Tomando como base o lema principal da Doutrina Espírita - "Fora da caridade não há salvação" - esses grupos investiram em ações sociais, muitas delas de grande porte. Surgiram escolas, creches, hospitais e orfanatos espíritas, os quais continuam auxiliando no progresso do ser humano. Apesar dos avanços obtidos, muitos desses grupos continuavam colocando, em primeiro plano, as obras assistenciais, deixando o estudo doutrinário em segundo plano.
O que toda casa espírita deve proporcionar aos seus frequentadores é a oportunidade de se melhorarem, como seres espirituais que somos, oferecendo atividades diversificadas tais como: palestras, tratamento espiritual através da aplicação de passes, atendimento fraterno, estudo sistematizado da Doutrina Espírita, biblioteca, seminários, encontros fraternos, participação em obras assistenciais mantidas pela instituição, evangelização infanto-juvenil.
É importante que aquele que chega à casa espírita possa encontrar oportunidades não apenas para se recuperar e se equilibrar física e espiritualmente, mas também um local onde possa aprender a ser útil ao seu semelhante, aprendendo aos poucos que primeiro é preciso fazer para depois receber!
A casa espírita, na atualidade, além de ser um pronto socorro espiritual, tanto aos encarnados quanto aos desencarnados que para ali são encaminhados, tem se tornado um centro de educação espiritual, desempenhando igualmente funções de escola e oficina de trabalho, preparando-nos para um futuro mais solidário, onde estaremos mais conscientes do que a vida espera de nós!
(Tema apresentado na reunião pública do dia 15 de novembro de 2010)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Há sintomas que caracterizem a presença de mediunidade?

Léon Denis (França, 1846-1927) foi escritor, pesquisador e conferencista espírita
Os Espíritos Amigos afirmaram a Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, que todos somos médiuns, porém, que a mediunidade apresenta inúmeros graus de desenvolvimento e se manifesta de maneira diversa em cada pessoa.
Para identificar o mundo material, Deus nos concedeu os sentidos físicos: a visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato. Todos eles podem ser medidos e analisados e, se apresentarem algum desajuste, podem ser corrigidos. Com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, surgiram aparelhos que nos ajudam, tais como: as lentes corretivas para os desajustes da visão, os aparelhos, cada vez mais discretos, para os que apresentam dificuldades para ouvir, medicamentos específicos para corrigir desequilíbrios do tato, do paladar, do olfato, etc.
O mesmo não acontece com a mediunidade. Sendo ela a faculdade que nos permite perceber o mundo espiritual, ela lida com energias das quais só podemos perceber seus efeitos.
Os sintomas que podem identificar a presença de mediunidade costumam gerar sensações de mal-estar, decorrentes da falta de equilíbrio dessas energias e em suas manifestações. São muitos e variam de pessoa para pessoa, no entanto, alguns são mais comuns do que outros; esses podem ser divididos em dois grupos: os de natureza física e os de natureza psicológica.
Sintomas físicos: dores no corpo, sem causa orgânica; cefalalgia periódica (dores de cabeça), sem razão biológica; problemas do sono (insônia ou sono em excesso); taquicardias, sem motivo justo; formigamentos nos braços ou pernas, sem que haja nenhuma disfunção circulatória; desmaios constantes, sem que haja qualquer anomalia física.
Sintomas psicológicos: ansiedade diversas, fobias variadas, perturbações emocionais, inquietação íntima, pessimismo, desconfianças generalizadas, sensações de presenças imateriais, como vultos, vozes, sombras; transtornos obsessivos compulsivos; tendências ao suicídio ou à autoflagelação.
Em alguns casos, esses sintomas são tão intensos, prolongado-se por um longo período de tempo, que acabam afetando a saúde física e/ou mental de seus portadores. Nesses casos, é necessário conjugar o tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, ao tratamento espiritual recebido nas casas espíritas.
Sem dúvida que todos esses sintomas, que são os mais comuns, causam um grande desconforto físico e psicológico, mas, no atual estágio evolutivo em que nos encontramos, eles representam, talvez, a única forma de chamar nossa atenção para a existência dessa faculdade e a necessidade de nos dedicarmos ao seu aprimoramento, o que significa, no fundo, o desenvolvimento espiritual de nós mesmos.
Ao permitir que o ser humano seja possuidor dessa faculdade, Deus nos mostra que estamos atingindo um novo nível de amadurecimento diante das leis da vida e que estamos no melhor momento para nos dedicarmos ao seu aprimoramento.
É também através da mediunidade que podemos nos regenerar perante nossos erros, cometidos em existências anteriores, bem como nos harmonizarmos com todos aqueles que sofreram as consequências dos nossos deslizes.
Não adianta dizer: "não quero ser médium", pois todo ser humano é portador de mediunidade, embora cada um esteja num nível de desenvolvimento e de manifestação. O que podemos escolher é exercê-la ou não; e se, sabendo desses fatos, optarmos por não exercitá-la, será preciso, então,  nos prepararmos para assumir as consequências dessa escolha.
O desenvolvimento da mediunidade e o seu exercício devem estar apoiados, sobretudo, na prática dos ensinamentos de Jesus, o que, em suma, representa nossa reforma interior. E é justamente isso que as pessoas não querem: a modificação de si mesmos, abandonando os velhos hábitos, as tendências negativas, etc. Preferem continuar sendo o que são, num comodismo espiritual e psicológico, distraídas e iludidas...
No entanto, ao nos dedicarmos ao desenvolvimento e ao exercício da mediunidade, além de equilibrarmos nossas energias e de passarmos a nos sentir melhores, também aprenderemos a manter sintonia com os bons espíritos que nos assistem! As energias desequilibradas dos primeiros sintomas vão aos poucos desaparecendo, ou tonarndo-se mais amenos, ao aprendermos a direcionar essas energias a favor dos que sofrem, seja no plano físico ou no plano espiritual, exercendo assim a caridade em todas as suas formas, como nos ensinou Jesus!
Recomendamos a todos que procurem uma casa espírita que ofereça estudo da mediunidade, de modo a compreender melhor essa faculdade que é inerente a todos. Não se trata de um privilégio, nem um dom, mas uma faculdade que precisa de estudo, disciplina e exercício constantes.
Aliado ao estudo, recomendamos participar das reuniões públicas, onde as palestras igualmente ajudarão com mais esclarecimentos, além dos passes e da água fluidificada.
Lembramos que somente a Doutrina Espírita, com as obras de Kardec, sobretudo "O Livro dos Médiuns" é que oferece orientação segura para o exercício da mediunidade, sem crendices nem superstições.

(Tema apresentado na reunião pública do dia 8 de novembro de 2010)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O governo dos melhores: a visão de Allan Kardec

Fonte: Jornal Correio Espírita

No livro “Obras Póstumas”, encontra-se um artigo escrito por Allan Kardec, cujo título é “Aristocracia”. Essa palavra vem do grego: aristos – o melhor, kratos – poder. Dessa forma, aristocracia significa, literalmente, “governo dos melhores”. Embora seu sentido inicial tenha sido deturpado ao longo dos tempos, Kardec faz uma dissertação a respeito do assunto, relacionando os diversos tipos de aristocracias pela qual a humanidade vem passando, desde as épocas mais primitivas. Diz ele que todas tiveram sua razão de ser e que o ser humano tem necessidade de liderança, desde os mais primitivos até os mais civilizados:

1. Aristocracia patriarcal: os mais velhos (patriarcas) acumulam uma soma maior de experiências, sabem nortear uma sociedade. Com o passar do tempo, os grupos maiores começaram a dominar os menores.

2. Aristocracia da força bruta: formaram-se exércitos de mil homens (milícias), muitos deles mercenários. Tomavam posse do poder e passavam esse poder aos descendentes.

3. Aristocracia do nascimento: o nome da família dava um poder aos nem sempre capacitados para o mesmo; essas pessoas postavam-se como divindades, filhos dos deuses; surgem os grandes líderes pelo nascimento e casamentos entre famílias.

4. Aristocracia do dinheiro: nasce a sociedade feudal: quanto mais escravos, mais dinheiro. Gastavam muito e precisavam de alguém para ajudar a administrar suas posses. Passaram então a financiar pessoas mais capacitadas que eles, vindas das famílias mais pobres, para que multiplicassem suas riquezas. Surge então um desenvolvimento intelectual no qual os mais pobres se tornaram famosos por sua intelectualidade. Mas o dinheiro somente não ajuda o progresso social, assim como somente a inteligência não é condição fundamental para governar uma sociedade com sucesso.

5. Aristocracia intelecto-moral: em relação a esse tipo diz ele: “A inteligência nem sempre constitui penhor de moralidade e o homem mais inteligente pode fazer péssimo uso de suas faculdades. Doutro lado, a moralidade, isolada, pode, muita vez, ser incapaz. (...) Será essa a última aristocracia, a que se apresentará como conseqüência, ou, antes, como sinal do advento do reinado do bem na Terra. Ela se erguerá muito naturalmente pela força mesma das coisas. Quando os homens de tal categoria forem bastante numerosos para formarem uma maioria imponente, a massa lhe confiará seus interesses.”
(Livro: Obras Póstumas - Allan Kardec)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"O exercício do amor verdadeiro não pode cansar o coração". (Emmanuel)

No capítulo 11, item 9, de "O Evangelho segundo o Espiritismo", elaborado por Allan Kardec, encontramos belíssima mensagem do Espírito Fénelon sobre o amor, como lei divina: "O amor é de essência divina. Desde o mais elevado até o mais humilde, todos vós possuís, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado.".
Como sentimento divino que é, o amor está na base de todos os ensinamentos de Jesus, que o coloca como condição básica de nossa felicidade, presente e futura. Tão importante é esse sentimento que Jesus o recomenda até para os nossos adversários e inimigos, deixando claro que Deus ama a todos indistintamente ao dizer que "faz o seu sol nascer sobre bons e maus, sobre justos e injustos".
Ao afirmar que o amor, como semente divina que todos possuímos, é encontrada em todos os seres, desde os mais primitivos até os mais espiritualizados, isso significa que esse sentimento apresenta vários níveis, conforme o grau de evolução de cada ser. Passando por várias experiências, em múltiplas existências, esse sentimento vai se aperfeiçoando.
Analisando o amor pelo aspecto evolutivo, podemos encontrá-lo nos seguintes níveis:
1. O amor no estágio infantil. É aquele que não cogita em amar mas sim em ser amado, ser cuidado, ser amparado. É o nível que está mais próximo do instinto de sobrevivência, dependendo de alguém que o proteja e ampare. É o que encontramos nos primeiros anos de existência das crianças. No entanto, há pessoas que atravessam toda uma existência nesse padrão evolutivo, tudo querendo receber de amores e cuidados, nada oferecendo em troca.
2. O amor no estágio egoísta. Esse nível se confunde com o anterior. É mantido pela exagerada importância que a pessoa faz de si mesma, colocando-se como o centro das atenções. Ela ama mas, o mais importante, é o que ela sente ou deseja, e não o que a pessoa amada sente ou deseje. Infelizmente, a maioria de nós ainda apresenta esses dois níveis.
3. O amor amadurecido. As pessoas que já atingiram esse nível colocam o outro como o ser mais importante. Já sabem compartilhar, repartir, conceder, dimensionar as necessidades daqueles a quem amam. Não se sentem diminuídos, nem humilhados, ao ceder em favor da felicidade de seus amados. Preocupam-se mais em amar do que sentirem-se amados.
Não há uma linha divisória entre esses níveis. Em nossas relações habituais, no dia a dia, seja em família, no trabalho ou na vida social, eles se confundem, conforme as situações enfrentadas ou as pessoas com quem nos relacionamos. Resta saber, portanto, qual desses três níveis é que mais nos caracteriza.
Mas ainda há um quarto nível de amor: aquele exemplificado por Jesus. É o nível mais alto a ser atingido. Jesus era o próprio amor, amadurecido, gerando frutos, deixando sementes...Ele é a própria mensagem de amor... Esse é o nível ao qual devemos aspirar.
Verificando na frase de Emmanuel que somente o amor verdadeiro não se cansa, isso significa que, ao nos sentirmos cansados diante de alguma situação ou alguém, precisamos analisar se o sentimento que nos move em relação a esse alguém ou a essa situação é o amor verdadeiro. Somente esse sentimento, de natureza divina, é que nos dará a coragem necessária para continuarmos em frente, até que tudo se equilibre, em nós e ao nosso redor. O amor verdadeiro deve ser a motivação maior de nossa vida!
Nenhum outro sentimento é tão cantado e versejado! Entre tantas rimas e frases, destacaremos uma do músico e compositor Almir Sater, em um de seus sucessos mais recentes: a música "Tocando em frente". No seu refrão há um trecho que afirma:  "É preciso amor pra poder pulsar". Grande verdade! O amor é isso mesmo! Uma energia que pulsa dentro de nós! E tudo que pulsa produz vibrações; e tudo o que vibra, irradia; e tudo o que irradia, atrai; e tudo o que atrai, impulsiona! Grandes verdades, tanto no aspecto moral como no filosófico e, nesse caso, inclusive no aspecto científico!
Sendo assim, analisemos se estamos colocando o amor verdadeiro em tudo o que fazemos, seja no campo familiar, como no profissional, entre amigos e colegas, na vida social...
Relembrando a doce Madre Teresa de Calcutá: "Não importa o que você faz, nem quanto você faz; o que importa para Deus é quanto de amor você coloca naquilo que faz!".
"A mais bela da todas as coisas" - (Madre Teresa):
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E um clipe da música "Tocando em frente":
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(Tema apresentado na reunião pública do dia 25 de outubro de 2010)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Somos espíritos eternos: o que temos feito por nós mesmos nesse sentido?

Já perceberam como é difícil responder à pergunta "quem sou eu?". Para responder, buscamos identificar em nós, possíveis qualidades e/ou defeitos: sou paciente, sou ansioso, etc.; ou então, nos identificamos pela atividade profissional que exercemos; outras vezes, utilizamos nossa filiação: sou filho de fulano, neto de sicrano, etc.; e às vezes, nos identificamos pelo estado civil: casado, solteiro, etc...
No entanto, nenhuma dessas respostas vai ao fundo da questão. O correto seria perguntar "o que somos?". E chegaríamos à uma descoberta incrível: somos espíritos! E, no momento, espíritos encarnados! Mas isso nos leva à outra dúvida: "o que é o espírito?".
Essa foi uma das mais de mil perguntas que Allan Kardec fez aos Espíritos Superiores.  E a resposta foi anotada e incluída em sua primeira obra: "O Livro dos Espíritos". É a pergunta 23, cuja resposta é profunda: - "Os espíritos são os seres inteligentes do Universo.".  Eles esclarecem que fomos criados simples e ignorantes, isto é, simples em relação à forma física e ignorantes em relação às Leis Divinas. Isso significa que, desde o momento em que fomos criados por Deus, num momento longínquo que não conseguimos compreender e nem determinar, teríamos pela frente um longo percurso a fazer,  impulsionados pela Lei do Progresso, até atingirmos o estado atual. Mas ainda nos falta muito até alcançarmos o aperfeiçoamento máximo, em direção ao Criador!
Ao longo de nossa trajetória evolutiva, atingimos a idade da razão, já reencarnando como seres humanos, a cerca de 40 mil anos. Durante esses milênios, o ser humano tinha apenas três preocupações básicas: comer, dormir e se reproduzir. Embora dotados de razão, já com possibilidade de escolher entre o certo e o errado, o bem e o mal, fomos acumulando mais erros do que acertos, na busca da satisfação dessas necessidades.
Embora sejamos bilhões de criaturas aqui na Terra (encarnados e desencarnados), Deus cuida de nós como se fossemos únicos! É imenso o cuidado que Ele tem por todos nós! E não podemos nos esquecer que o mesmo amor que Ele tem por nós, tem igualmente por todos os seres da Criação! Não há privilégios, nem méritos sem conquistas! O que nos diferencia uns dos outros, perante o Criador, são nossas ações!
Quando Jesus se reportou aos mandamentos das Leis de Deus (não são mandamentos, mas sim, ensinamentos!), Ele assim se pronunciou: "Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este é: amarás ao teu próximo como a ti mesmo."
Identificamos nessas palavras três tipos de amor: o amor a Deus, o amor ao próximo e o amor a nós mesmos. O amor por nós mesmos é o ponto básico para que possamos amar nosso próximo. Se somos  infelizes com nós mesmos, dificilmente saberemos fazer alguém feliz. No entanto, que sensação maravilhosa quando estamos de bem com nós mesmos, satisfeitos com o que somos e com o que fazemos, em paz com nossa consciência, felizes por termos feito o máximo e o melhor possível ao nosso alcance, sem prejudicar a ninguém! São essas pessoas a que se refere Jesus em seus ensinamentos; são essas as pessoas capazes de  proporcionar aos outros o bem que já conseguem fazer por si próprias!
Sabendo agora que somos espíritos eternos, o amor por nós mesmos ganha outro significado. Não se trata apenas dos cuidados de ordem material, necessários e passageiros,  mas sim, os cuidados de natureza espiritual.
O Espírito Emmanuel diz que "podemos escapar da morte, mas não conseguiremos escapar da vida!"Sendo assim, vale a pena fazermos a nós mesmos essa pergunta: o que tenho feito por mim mesmo, como espírito eterno que sou?
Deus nos ama profundamente e, apesar das nossas imperfeições, somos importantes para Ele. Se não fosse assim, Ele não nos teria criado, já que Ele não faz nada que não tenha uma finalidade útil. Somos importantes para Ele e, embora sejamos imperfeitos ainda, a felicidade de alguém pode estar em nossas mãos... 
Assista o vídeo abaixo e descubra o que você pode fazer por si mesmo!
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(Tema apresentado na reunião pública do dia 18 de outubro de 2010)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Intolerância: não embarque nessa onda!



Por que somos tão intolerantes? Por que sentimos tanto prazer em comentar o lado desagradável de pessoas e situações? Por que enxergamos tão bem o cisco no olho do nosso vizinho e não enxergamos a trave no nosso? Por que exigimos perfeição dos que nos rodeiam e somos complacentes com nossos abusos?
Sentiu dificuldade em responder a essas questões? Não se impressione! Isso não acontece somente com você! E sabe por que ainda somos assim? Porque ainda predomina em nós o orgulho, que nos leva a dissimular nossos próprios defeitos! E a vaidade, que os disfarça de mil modos!
Estamos vivendo um momento delicadíssimo no que diz respeito a intolerância. Mas quando tratamos desse assunto, não estamos nos referindo apenas a intolerância social, política, religiosa, entre povos e nações. Estamos falando da intolerância que sai de nós mesmos em direção aos nosso semelhante, ao nosso próximo mais próximo, em todo e qualquer momento, seja onde for que estejamos.
Allan Kardec, que atuou como professor dos 19 aos 50 anos de idade, tinha uma preocupação enorme com as atitudes dos pais e educadores, das pessoas em geral, em relação aos jovens e crianças. Dizia ele que, uma palavra mal colocada por causa de um gesto de intolerância poderia por a perder todo o processo de regeneração de um ser.
No sermão da montanha, Jesus encorajou, enfaticamente, os mansos e pacíficos, isto é, os cultivadores da serenidade e da paciência; encorajou igualmente os pacificadores, ou seja, aqueles que promovem a paz. Encorajou-os para que continuassem com aquela postura, para que não desanimassem diante da dureza do coração humano e das dificuldades da vida, pois se assim fizessem, sairiam vitoriosos, dignos de merecerem o "Reino dos Céus".
Paciência significa "paz em nós". Se não conseguimos cultivar e promover essa paz em nós mesmos, dificilmente a aplicaremos em relação aos outros.
Estamos vivendo uma onda de intolerância, em todos os setores da atividade humana: no lar, no ambiente de trabalho, no trânsito, nas filas de bancos e supermercados, no meio social...
Não embarque nessa onda! Se a situação estiver extremamente complexa e perturbadora, ao invés de se render a qualquer gesto de intolerância, ligue o alerta:
S.O.S. = Silêncio. Oração. Serviço.
Se a intolerância tem sido uma prática constante em sua vida, faça algo em favor de si mesmo para não se deixar arrastar por ela! Quando puder e se quiser, assista o vídeo abaixo, sobre a mensagem  "Calma" do Espírito André Luis, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Que ela possa lhe proporcionar conforto e bem estar!


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(Tema apresentado na reunião pública do dia 11 de outubro de 2010)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Locais relacionados a Allan Kardec, em Paris

Rue de la Harpe: onde Kardec residiu quando retornou a Paris, com 18 anos, em 1822, após terminar seus estudos em Yverdon, na Suiça.

Rue de Sévres: onde Kardec fundou o Instituto Técnico Rivail, localizado no edifício de número 35, o qual funcionou de 1826 a 1834. Chegou a residir no Instituto junto com sua esposa.

Rue des Martyrs: Kardec e sua esposa residiram nessa rua no prédio de número 8. Foi nesse local que ele escreveu sua primeira obra espírita "O livros dos espíritos", em 1857. Realizava reuniões em seu apartamento, onde compareciam em torno de 20 pessoas.

Rue Tiquetone: onde residia a Sra. Japhet, sonâmbula. Kardec a consultou quando teve problemas na visão, tendo ficado quase cego.

Rue de la Grange-Bateliére: onde residia a Sra. Painemaison, que realizava reuniões com as "mesas girantes" em sua residência. Foi aí que Kardec assistiu, pela primeira vez, a uma reunião de manifestações de espíritos.

Rue Rochechouart: onde residia a família Baudin, sendo médiuns as meninas Caroline e Julie Baudin, com 16 e 14 anos. Foi aí que Kardec começou a organizar as informações reveladas pelos espíritos durante as reuniões.

Palais Royal: No dia 1 de abril de 1858, Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que realizou suas atividades durante dois anos, provisoriamente, nas galeiras Valois e Montpensier, localizadas nos prédios do Palais Royal.


Rue Sainte Anne: Kardec transferiu a sede da SPEE para essa rua, na Passagem Saint Anne, localizada no número 59, a partir de 1860. Também passou a residir nesse local, para onde transferiu também o escritório da "Revista Espírita".

Rue de Lille: Local para onde foi transferida a Livraria Espírita e o escritório da Revista Espírita, em 1869. Essa rua é uma das laterais do famoso Museu D'Orsay. Kardec desencarnou enquanto fazia as arrumações para a mudança, no dia 31 de março do mesmo ano.

Villa de Ségur, na Avenida Ségur: nesse local, situado atrás do Museu dos Inválidos, Kardec havia adquirido uma área de 2600 m², com o objetivo de transferir sua residência para essa região. Divida seu tempo entre as atividades na Passage Sainte Anne e a residência em Segur. Foi aí que ele escreveu sua quinta obra, "A Gênese".

domingo, 3 de outubro de 2010

3 de outubro: aniversário de nascimento de Allan Kardec - um homem de bem

Allan Kardec (Lyon-1804, Paris-1869)

Nascido em Lyon, França, em 3 de outubro de 1804, numa família respeitável pelas suas virtudes, ele recebeu dos pais uma educação aprimorada. Pode-se dizer, portanto, que o meio foi o mais propício para o desenvolvimento de suas boas tendências. Todas as qualidades morais, que concorrem para formar o homem de bem, foram logo desabrochando no jovem Hippolyte Rivail e constituíram sempre o fundo de seu caráter.

Quando tinha 50 anos de vida é que começou a estudar as manifestações dos espíritos; era já um homem experimentado nas lutas da vida, mas sempre guiado por uma consciência reta. O Espiritismo não lhe veio trazer a transformação súbita do caráter, não veio modificá-lo de chofre, dando-lhe imediatamente qualidades que não possuía. Já o encontrou, por assim dizer, formado. Ele já era um espírito evoluído, com longas experiências e missões de outras vidas, perfeitamente aparelhado, portanto, para desempenhar a nova missão que trazia.

Na vida, a coragem nunca lhe faltou. Ele não desanimava nunca. A calma foi sempre uma das feições mais salientes de seu caráter. Ficando logo arruinado, perdendo toda a sua pequena fortuna no começo da vida, sempre exercitando a caridade, e, já casado com a mulher, que foi depois incansável na propaganda de suas ideias, ele consegue por meio de um labor obstinado readquiri-la quase toda no ensino, escrevendo ao mesmo tempo trabalhos didáticos, fazendo traduções de obras estrangeiras ou preparando a escrituração de estabelecimentos comerciais. Ainda assim, não lhe faltava a coragem para fazer benefícios à mocidade pobre, abrindo cursos gratuitos de ciências e línguas. Era essa mesma coragem que ele devia mostrar mais tarde, no momento tempestuoso da formação da doutrina, recebendo sempre com a maior serenidade, sem nunca revidá-los, os ataques mais veementes dos adversários, as injustiças e as ingratidões dos amigos. As cartas anônimas, as traições, os insultos e a difamação sistemática, perseguiram esse homem laborioso. Tudo, porém, ele sabia perdoar.

De um humor às vezes alegre, mas brilhante, tinha um talento especial para distrair os amigos e convidados, que os tinha sempre em casa, dando algumas vezes certo encanto às reuniões. Quem contempla seu retrato não pode ter a idéia do que foi seu caráter, não pode imaginar que naquela figura vigorosa, de fisionomia tão austera, aparentando antes uma rigidez exagerada de sentimentos, pouco disposta a perdoar faltas, se escondia uma alma tão boa, tão simples e tão generosa.

O princípio, enfim, que constitui para o Espiritismo o fundamento de sua moral: “Fora da caridade não há salvação”, pode-se garantir, foi sempre a sua bandeira. “Faço o bem quanto o permitem minhas condições, já dizia ele num antigo documento encontrado entre seus papéis, presto os serviços que posso, nunca os pobres foram enxotados de minha casa, nem tratados com dureza, antes são acolhidos com benevolência. Continuarei a fazer o bem que me for possível, mesmo aos meus inimigos, porque o ódio não me cega, estender-lhes-ei sempre as mãos para os arrancar aos precipícios, quando para isso se me oferecer ocasião."

(Fonte: Allan Kardec e o Espiritismo - autoria de Chrysanto de Abreu)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Somos nós mesmos que planejamos nossas experiências antes de reencarnar?



Já ouvimos várias pessoas se expressarem dessa forma: "eu não quero nascer de novo! já sofro tanto nessa vida, por que iria querer ter outra?". Ou então: "Se fui eu mesmo que escolhi, você acha que teria escolhido passar pelo que estou passando?".
Quer acreditemos ou não, quer aceitemos ou não, a reencarnação é uma lei natural a qual todos estamos sujeitos. Fomos criados simples e ignorantes, como afirmaram os Espíritos a Allan Kardec, necessitando passar por várias existências no campo físico para mais rapidamente atingirmos nosso aperfeiçoamento moral, espiritual e intelectual. Não haveria progresso se não tivéssemos as oportunidades das múltiplas existências.
No livro "Missionários da Luz" de autoria do Espírito André Luiz e psicografia de Francisco Cândido Xavier, nos capítulos de 12 a 15, encontramos preciosas informações a respeito do planejamento de uma nova existência de um espírito que já era portador de méritos e conhecimentos, permitindo assim que ele recebesse a assistência direta de benfeitores espirituais par a o ajudarem a escolher com sabedoria, conforme suas necessidades futuras. Além desse caso, muitos outros ensinamentos são ali encontrados a respeito desse tema, incluindo a dolorosa situação de um espírito reencarnante cuja futura mãe praticou o aborto.
Para que nosso conhecimento sobre o assunto fique melhor fundamentado, analisemos as orientações de Allan Kardec, em sua obra "O Evangelho segundo o Espíritismo", no Capítulo 5-"As aflições da vida": quando o espírito reencarnante já possui conhecimentos da realidade espiritual e tem méritos adquiridos, pode planejar as experiências de que necessita para uma futura reencarnação. Porém, quando o espírito apresenta um estado de inconsciência de sua situação e de suas necessidades, são os benfeitores espirituais que determinam as provas pelas quais terá que passar, de modo a se ajustar com as leis divinas.
Devemos considerar que as experiências pelas quais todos passamos aqui na Terra não representam um castigo para nosso espírito mas sim, oportunidades de que necessitamos para nos ajustarmos às leis divinas. Não podemos considerá-las como punições, já que Deus não pune nem castiga ninguém! Sua Misericórdia se expressa permitindo ao infrator novas oportunidades para que se ajuste, para que refaça o que fez mal feito.
Para sabermos se uma experiência pela qual passamos foi fruto de nossa própria escolha ou se nos foi imposta (não como castigo mas porque não tínhamos condições de auxiliar na escolha) basta que analisemos nosso próprio comportamento diante do sofrimento.
Se aceitamos nossas dificuldades com resignação e confiança em Deus, sabendo que aquilo, no momento, é o melhor para nós; que, se Deus é justo, aquelas dores serão igualmente justas; que estamos no meio onde encontraremos as melhores condições para evoluirmos espiritual, moral e mentalmente, então, isso significa que auxiliamos na escolha dessas provas, que as aceitamos como necessárias ao nosso progresso espiritual, que teríamos condições de suportá-las e de sairmos vitoriosos!
No entanto, quando nos revoltamos contra nossas dificuldades, quando nos colocamos na posição de vítimas, sentindo como se tudo e todos estivessem contra nós, quando nos entregamos ao desânimo profundo (que é também uma forma de revolta contra o que a vida nos oferece), então, isso significa que aquelas experiências nos foram impostas, não como um castigo para nosso espírito rebelde, mas porque, antes de reencarnar, não apresentávamos condições para compreender nossas reais necessidades espirituais.
Tanto num caso como noutro, Deus jamais permite que passemos por experiências se não tivermos condições de sairmos vitoriosos! Ninguém reencarna pré-destinado ao mal, à derrota, à crueldade, à violência, à maldade! Ninguém reencarna pré-destinado a cultivar o orgulho, o egoísmo, a vaidade. Essas atitudes poderão colocar em risco o planejamento anteriormente feito, agravando nossos erros anteriores!
O que precisamos é confiar em Deus, sobretudo! Termos confiança de que não estamos sozinhos em nossas aflições! Que Benfeitores Espirituais dedicados estão nos acompanhando e torcendo por nossa vitória espiritual!
(Tema apresentado na reunião pública do dia 27 de setembro de 2010)