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sexta-feira, 8 de julho de 2011

8 de julho de 2011: setenta anos do livro "Paulo e Estevão"

Há setenta anos, em 8 de julho de 1941, Chico Xavier, na época com 31 anos, começava a psicografar uma de suas mais extraordinárias obras: “Paulo e Estevão”, da sábia autoria do Espírito Emmanuel, um verdadeiro best seller da literatura espírita. Pelas situações incomuns em que se deu a psicografia desse livro e pelo seu valioso conteúdo, ele se tornou um dos favoritos de Chico Xavier.
A psicografia levou oito meses para ser concluída.
Após o expediente na Fazenda Modelo, onde trabalhava, ele ficava no porão da casa do patrão, o Sr. Rômulo Joviano, todas as noites, das 17:15 hs até 1 hora da manhã. Nesses momentos, desfilavam-se, diante de seus olhos, cenas de dois mil anos atrás, sequências das vidas dos apóstolos de Jesus, imagens da Roma antiga.
A esposa do Sr. Rômulo mandava uma empregada lhe servir um lanche e escalava um funcionário para deixá-lo em casa de charrete, com uma condição: ele deveria estar de volta, pontualmente às 7:30 horas, para o trabalho no escritório da Fazenda, onde exercia a função de escriturário.
Essa obra foi trabalhosa. Chico preenchia as páginas em branco com textos assinados por seu protetor espiritual Emmanuel, passava a limpo os originais, datilografava tudo na máquina emprestada pelo patrão e apagava o que tinha escrito a lápis para reaproveitar o papel. O salário continuava curto.
Enquanto psicografava, Chico teve um companheiro constante: um sapo enorme. No início ficou desconfiado mas acabou se acostumando com o espectador. Todas as tardes, o sapo o esperava na entrada do porão, acompanhava-o até a mesa e ficava quieto num canto. Quando Chico ia embora, ele saía junto e sumia no mato. No dia seguinte, lá estava ele de volta.
Naqueles meses, Chico tinha constantes crises de choro. Não eram apenas as imagens dos sofrimentos dos apóstolos e as cenas assustadoras dos martírios que o impressionavam. Espíritos inferiores o visitavam com frequência, tentando amedrontá-lo e fazê-lo desistir da obra.
Quando a tarefa ficou concluída, viu um Espírito desmontar uma espécie de painel que transformava aquele porão numa cabine isolada do resto do mundo. Sentindo saudades dos personagens daquela História, das viagens no tempo e gratidão a seu protetor Emmanuel, precisava agradecer. Correu os olhos pelo porão e deparou com o sapo. Tudo resolvido. Encarou o animal e garantiu:
- “Irmão sapo, a graça divina há também de brilhar para você.”
Daquele dia em diante, o sapo sumiu.
A antiga casa da Fazenda Modelo em Pedro Leopoldo, MG, restaurada em comemoração do centenário de nascimento de Chico Xavier, em 2010. Na parte de baixo, vê-se o porão onde ele psicografava.
(Foto: www.panoramio.com)
Mas, quem foi Paulo? E quem foi Estevão? Eis o que descreve a Federação Espírita Brasileira, em sua resenha sobre esse livro:
"Quem era Paulo de Tarso? Um fariseu fanático, obstinado perseguidor de cristãos e da nascente doutrina cristã? Ou um ser predestinado por determinação divina, que recebeu a dádiva da aparição de Jesus, em gloriosa visão às portas da cidade de Damasco, convertendo-se ao Cristianismo? A leitura deste livro nos mostrará a grandeza de Paulo de Tarso. Corajoso, intrépido e sincero que, arrependido de uma postura radical que culminou no apedrejamento de Estêvão – o primeiro mártir do Cristianismo –, humildemente empreendeu acelerada revisão de conceitos e atendeu ao chamado de Jesus. Entre perseguições, enfermidades, zombarias, desilusões, deserções de companheiros, pedradas, açoites e encarceramentos, transformou sua vida num exemplo de trabalho através de dezenas de anos de luta, empenhado em abrir igrejas cristãs e dar-lhes assistência. Em algum ponto da vida todos recebemos um chamado do Cristo. Que temos feito? PAULO E ESTÊVÃO fará você compreender como o amor apaga a multidão de faltas cometidas."


(Extraído do livro " As vidas de Chico Xavier"  -  autoria de Marcel Souto Maior)

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